
"Os anos seguintes decorreram sem quaisquer ocorrências notáveis. A genuína religiosidade existente no caráter da mãe soube manter a paz e a harmonia na cabana, e com isso também alegria e bem-aventurança, se bem que isso às vezes não era fácil. Li-Fu-Tai vivia na continuada esperança de ver irromper o ancestral em seu filho. Ao menos devia o garoto ser completamente diferente das demais crianças. Li-Erl desenvolvia-se igual a outras crianças sadias. Observava-o constantemente e com isso decepcionou-se, não poucas vezes. No tempo devido o menino aprendeu a falar e a caminhar; infantilmente caiu na água e quis pegar o fogo. Fizesse ele alguma travessura, recebia as mais ásperas repreensões do pai pela criancice. A mãe, no entanto, sem muito alarde, contornava os castigos severos em demasia e atenuava as censuras. Ela sentia que os atos do pequeno, tão irritantes ao pai, provinham todos da mesma fonte: uma enorme sede de saber. A intuição da mãe observava-o em tudo quanto a criança empreendia. O menino era de poucas perguntas, preferia aprender na própria vivência."

“A peregrinação bem-sucedida do espírito humano através dos planos da Criação, até chegar ao Paraíso, assemelha-se a uma longa viagem cuidadosamente planejada. Também aqui na Terra, para se empreender uma viagem prolongada, é preciso..."

“Virou-se e olhou para a enseada orlada por bosques. As copas das árvores brilhavam avermelhadas sob a luz do sol poente, e do lago já se levantava uma leve bruma. A sirene da fábrica havia tocado fazia pouco tempo, e agora vinham as turmas de moças e jovens senhoras pelo caminho à beira do rio em direção à sua aldeia. Gritavam, tagarelavam e riam, alegrando-se com sua vida. Não havia problemas para essas pessoas. Alegria e…”
Roselis von Sass, África e Seus Mistérios