
“Nas escarpadas encostas, que se situavam como proteção, no lado do poente, eles queriam pernoitar. Ali armaram suas peles em forma de tendas, para se protegerem contra o vento da noite. Construíram um pequeno fogão de pedras, para fazerem fogo à noite.
Então seguiram o caminho até alcançarem o fim da alta planície. O céu irradiava uma indescritível claridade, o Sol declinava e o mar parecia chamejar. No chão branco da margem arenosa e calcária, com leve declive, e cujas beiras eram lavadas pelo mar, pairava um brilho áureo-cintilante em forma de singulares cristas.
Na parte oposta, no sopé da montanha, estendiam-se despenhadeiros arenosos, aos quais o mar lançava suas ondas. A forte ressaca retumbava lá debaixo, semelhante a um maravilhoso toque de órgão! A natureza irradiava abundância de cores e força, que fazia pulsar, cheios de alegria, os corações dos homens.”
Éfeso, Coleção o Mundo do Graal
As plantas, as árvores e as florestas se formam sozinhas?
As montanhas também emergem sozinhas da terra?
Uma casa não surge do nada, um prédio não se eleva sozinho.
O que nos faz pensar que na Natureza seria diferente?

“Voar em dragões constituía uma vivência única, com a qual cada homem sonhava desde a juventude.
(...) um homem que desejasse voar em dragões, tinha de procurar uma fêmea de dragão. Isso demorava alguns dias ou semanas, conforme a região onde ele habitasse. Tendo encontrado o animal, tinha de aproximar-se dele. A melhor hora para isso era à tardinha, quando os dragões estavam sentados, satisfeitos, perto de suas grutas. O visitante humano, naturalmente, não vinha de mãos vazias. Trazia consigo...”
Roselis von Sass, Atlântida, Princípio e Fim da Grande Tragédia
