Quando uma força devasta o que havia sobre a terra e abala as certezas, o silêncio pulsa poderoso. Observamos um tanto desolados o solo nu de plantas e flores e a terra carente de nutrientes. Procuramos sementes, algumas podem ter sobrevivido. A cada passo, adentramos um tanto mais os interiores das terras vazias e silenciosas e parece que a mudez de fora dá espaço à voz de dentro, que passa a ditar a cadência da busca. Aqui e ali, encontramos uma semente e sentimos apreço. Analisamos os pequenos achados: algumas sementes potentes, capazes de povoar novamente as terras e preencher de vida e viço o solo castigado, já às vésperas da desertificação. Nasce um enorme desejo de cultivar.
“Não é em vão que já se diz hoje que somente é verdadeira mãe aquela que em tempo certo pode tornar-se também amiga de seus filhos.”
Abdruschin, Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal







