“O povo sumeriano apenas cortava as árvores que realmente precisava. Pois sabiam que os entes elementares da natureza, aos quais a Terra pertence, haviam-na provido de árvores frutíferas, muita água pura e terras férteis, a fim de que as almas humanas, destinadas a esta estrela Terra, pudessem viver em felicidade e beleza, desenvolvendo-se segundo a vontade do onipotente Criador.”
Todo mundo tem uma lembrança de colher fruta do pé ou semente do chão. Não é à toa. Essas ações, aparentemente simples, guardam em si perfume e frescor e despertam gratidão pela grandiosidade e fartura que a natureza oferta. Mais do que dadivosa, a natureza é fonte inesgotável de alegorias sobre a vida, o que provoca a colheita de ideias, além da colheita dos frutos.
A experiência de um dia de colheita me fez pensar sobre o equilíbrio: Quanto do nosso tempo de vida passamos cuidando das coisas que são terra e quanto tempo mantemos presente a lembrança do céu?


Diante dos diferentes caminhos, muitos se questionam: O que nos impulsiona a enveredar por uma rota específica? Existe o livre-arbítrio? Qual a sua relevância, se consideradas variáveis como a genética, o destino, o carma e, ainda, os experimentos da neurociência? Pressionado adicionalmente pelo materialismo, pelas artimanhas de todo tipo de marketing e pelas avançadas tecnologias que pretendem determinar impulsos de compra e opiniões, o livre-arbítrio parece bem tolhido no tempo presente. Contudo, por baixo das camadas materiais, há algo que pulsa no âmago de cada ser humano.
