Vida após a morte

maio 03, 2022

Imagem de duas borboletas ao lado de seus casulos


"Mais uma vez ainda teve de entrar em choque com os adultos, aliás, durante uma das suas muitas permanências na Itália. Leopoldina ouviu contar que havia morrido uma personalidade de larga projeção social e que os descendentes da mesma estavam inconsoláveis com a perda desse ente querido. Ao ouvir isso, Leopoldina começou a rir, dando mostras de grande alegria. Que gente tola ficar triste por isso, visto que a pessoa não morreu, mas apenas se arrastou para fora do casulo. Assustados com a atitude da menina, os circunstantes fitaram-na com olhos inquiridores, como que procurando descobrir nela alguma tara hereditária. Feliz
mente uma tia da pequena, que ali estava presente, tomando-a carinhosamente pela mão, saiu com ela dali, para dar um passeio. No caminho, pôs-se a tia a explicar que os seres humanos não se arrastam para fora do casulo, como a menina havia dito, mas que no máximo podia-se dizer que eles se erguem dos seus corpos, flutuando até o céu. Leopoldina achou muito bonita a explicação, não usando mais, daí por diante, a expressão 'arrastar-se do casulo', mas sim as palavras 'erguer-se do corpo', quando se tratava de narrar a morte de alguém."

Roselis von Sass, Leopoldina - Uma Vida pela Independência

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á sabia quais os pensamentos e imaginações que a coluna de fumaça ascendente havia despertado nele. E não era de se esperar outra coisa, pois o casal real estava ligado entre si em amor. Por isso um sempre sabia tudo do outro.”

Roselis von Sass, Sabá, o País das mil Fragrâncias

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