“Vícios, por exemplo, também são pendores. Uma propensão para o consumo desenfreado de bebida, jogatina, drogas, fumar, vida sexual exacerbada, etc., tudo isso sempre vai se fortalecer com o tempo. A pessoa atacada por esses males — ‘atacada’ é o termo certo —, vai afundar junto com eles se não opuser a mais tenaz e enérgica resistência, e, principalmente, se não perseverar nessa resistência. ‘Afundar’ também é o termo adequado, pois todas essas características más fazem a alma de fato afundar espiritualmente, por efeito da Lei da Gravidade espiritual. Não é nenhuma força de expressão. Vencer um pendor é uma luta muito dura.”
Roberto C. P. Junior, O Dia sem Amanhã

“— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. ”

Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…
