“—Os répteis estão abandonando os seus pântanos e andam de um lado para outro… os cisnes cantores deixaram a Atlântida. Não são mais vistos em nenhum dos lagos… No morro dos dragões sem donos, suas cavernas estão quase todas vazias. Eles voaram para além-mar, não mais voltando… As águas subterrâneas já há muito estão sendo desviadas… isto significa que muito tempo antes do cataclismo faltará água… E ainda as violentas tempestades, que varrem nosso país agora com extraordinária frequência… Eu poderia enumerar muitos presságios mais, porém sinto que não penetram nem em vossos corações nem em vossos cérebros.”
Roselis von Sass, Atlântida - Princípio e Fim da Grande Tragédia

“— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. ”

Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…