
“Um doente qualquer sabe que está por terminar sua vida, mesmo que ainda possa demorar muito. É evidente que, sob dores provavelmente agudas, na perspectiva do fim de sua doença, e com isso a morte, os seus pensamentos se tornem mais sérios. É evidente, também, que ele, nesse caso, se torne animicamente mais brando e sensível. Surgem, por certo, também pensamentos de toda espécie e boas intenções de como daria à sua vida um sentido completamente diferente se, ao contrário de toda expectativa, pudesse ser libertado de suas dores e… ainda não precisasse morrer. Timidamente, como uma felicidade improvável, grande e imerecida, brilha tal possibilidade numa distância longínqua.
Tais pensamentos, porém, refletem desejos ocultos e muitas vezes constituem orações mais fervorosas do que um suplicar direto para o restabelecimento, porque nessas situações são realmente puros e humildes.”
Abdruschin, Respostas a Perguntas
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“A Atlântida não mais existia. Desapareceu da face da Terra em um dia e uma noite.
Já depois de pouco tempo não restava mais nenhum vestígio desse extraordinário acontecimento, a não ser a esquisita coloração das nuvens e o mar revolto.
Desaparecidos estavam os…”
Roselis von Sass, Atlântida, Princípio e Fim da Grande Tragédia

“Tudo o que vibra do interior: os pensamentos em que se investe, a forma como se usa o tempo, as palavras pronunciadas são sementes que desenham a paisagem do mundo.”