“‘Meu servo Moisés’, falou a voz do Senhor. ‘Tu duvidas e dás guarida em teu peito a perguntas para as quais não tens respostas. Ainda não estás firme como devias em teu posto. De outro modo, agirias sem vacilar. Se o povo de Israel fosse perfeito, conforme tu o desejas, Eu não te elegeria como seu pastor. Deves amansar e guiar a pastos aprazíveis esta leva bárbara e desordenada, corrompida pela miséria! Essa é tua missão na Terra. É penosa demais, já que te lamentas e te desesperas? Atenta bem ao seguinte: nunca sofreste privações semelhantes; nunca curtiste fome como eles; nunca recebeste o açoite, ao invés da compensação justa. Como queres julgar o estado de alma desse povo?’”
A Vida de Moisés, Coleção o Mundo do Graal

“— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. ”

Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…
