Atuação de Maria Madalena

janeiro 30, 2024

Mão feminina sobre uma plantação de trigo

As massas humanas empurravam-se febrilmente em alegre agitação por todas as ruas e praças. Durante horas estavam aguardando nos caminhos a chegada do Senhor.
Não foi possível a Maria Madalena chegar até Jesus. Era demasiado densa a massa de pessoas que enchia as ruas estreitas. Ela apenas ouvia o que o povo falava e via o indescritível júbilo da multidão. A cidade parecia encontrar-se num estado de embriaguez.
Por caminhos que davam voltas, lutando contra as massas afluentes de seres humanos, ela dirigiu-se ao portão de acesso à estrada de Betânia, na esperança de encontrar ali algumas das mulheres.
'Maria Madalena, escuta! Agora começa a tua atuação!'
Não era essa a voz de seu Senhor, ou era a de um ente extraterreno, de um anjo?
'Nas irradiações da pureza essa voz flui das alturas para ti, pois com a tua vontade dirigida à luminosa pureza de Deus, te abriste para tanto. Madura te fez o Senhor por muito sofrimento, rica Ele te fez por muito amor e rica te fez pela Sua graça. Aproxima-te das mulheres! Onde houver mulheres que trazem em si, tal como tu, o ardente anseio pela coroa celeste da pureza, aí minha força atuará através de ti. Para que fiques ciente de quem te fala, olha para mim!'
No meio de seu caminho que seguia pelas íngremes ruelas, ladeadas de muros da velha Jerusalém, brilho celestial parecia jorrar sobre Maria Madalena. Como que dominada pelo brilho surpreendente da Luz, ela encostou-se no muro, cerrando os olhos. Estava sozinha.
Em seu íntimo o brilho continuava, mesmo com as pálpebras fechadas; sim, aumentava até, e um rosto comoventemente belo olhava da Luz para ela."

Os Apóstolos de Jesus,
Coleção o Mundo do Graal


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Desde o nascimento e pela vida toda carregamos uma cicatriz. O marco centralizado no corpo divide o abdômen em quatro partes, à altura do disco que se insinua entre as vértebras L3 e L4.

A cicatriz indica o local onde um dia esteve implantado um cordão umbilical, rio trafegando sais minerais, vitaminas, oxigênio e glicose entre mãe e feto — porta para a vida.

“O umbigo marca nossa ligação com a Terra e com todos os seres vivos, e não apenas com o corpo de nossa mãe”, sugere o filósofo Emanuele Coccia.

Assim como o umbigo, também o ato de cuidar é gerador da vida. Sem o cuidado não haveria sobreviventes: o primeiro choro inaugura a dependência radical por um provedor de afeto e leite. E essa dependência, palavra culturalmente carregada de estigma e negatividade, faz-se alicerce para a potência e o desenvolvimento.

Com o alicerce desenhado, somos convidados a ousar passos de independência.

E, embora tais passos sejam saudáveis e necessários, a ode à autonomia costuma ofuscar o sortimento de cuidados que nos cercam ao longo de toda a vida — muitas vezes expressos na simplicidade generosa de uma palavra ou de um prato de comida quente.

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