Chá de cadeira. São muitas as situações em que sentimos que a paciência é requisitada. Aguardar uma pessoa, o resultado de um exame, o retorno sobre uma vaga de emprego, uma mudança de comportamento nossa ou de alguém próximo. A paciência pode parecer sinônimo de inércia. Mas será? Espera, inquietação, rejeição, sofrimento, aceitação, esperança… são muitas as emoções que podem sentar-se juntas nessa cadeira. Às vezes, a cadeira convida a esperar; às vezes, o convite pode ser para ousar.
Textos desta edição:
- Uma pedra no caminho
- O alto desenvolvimento dos povos originários da América do Sul
- Palavras e silêncios
LER NA ÍNTEGRA
“Maria Madalena sentia-se muito feliz. Caminhava como em sonho e não sabia como chegara à hospedaria. Havia seguido seguramente seu caminho nesse povoado desconhecido. Logo estava novamente reunida com as outras mulheres; ela sentiu-se literalmente impelida à proximidade delas. Parecia-lhe poder agora lhes falar irrestritamente e lhes perguntar sobre tudo o que tanto a agitava.
Constantemente chamava a sua atenção o modo simples e natural com que elas...”
Maria Madalena, Coleção o Mundo do Graal

“Os tupanos e seus descendentes amavam, acima de tudo, o silêncio. Palavras altas ou gritaria jamais eram ouvidas. O ficar calado era-lhes, por assim dizer, inato.”

Daniela Schmitz Wortmeyer
Interessante observar o cuidado dedicado às sementes das espécies vegetais: muitas são protegidas por frutos com polpas macias, que garantem nutrientes e atraem animais colaboradores em sua propagação. Em certos casos, esses invólucros de formatos variados podem ser carregados pelo vento, ou permitir que as próprias sementes esvoacem rumo a novas paragens. Alguns envoltórios parecem autênticos porta-joias, que denotam zelo pela carga preciosa, na qual repousa a essência daquele ser, assim como a possibilidade de perpetuar seu legado.
Cultivar sementes pode ser um exercício de paciência, perseverança e resiliência.
