
"Solitária e sem compreender nada se encontra uma alma no recinto de morte. Sem compreender nada, porque o ser humano que jaz no leito se recusou, durante a sua vida terrena, a acreditar na continuação da vida após deixar o corpo de matéria grosseira, jamais pensando nisso com afinco, e zombando de quantos falavam a tal respeito.
Confuso, olha ao seu redor. Vê a si próprio no leito de morte, vê em volta pessoas conhecidas que choram, ouve as palavras que elas dizem e sente também, certamente, a dor que elas intuem nas lamentações por ele haver morrido. Tem vontade de rir e clamar que ainda vive! Chama! E nota, admirado, que não o ouvem. Repetidamente chama alto e cada vez mais alto. As pessoas não escutam, continuam a lamentar. Medo começa a brotar nele"
Abdruschin, Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal

“Nenhum alpinista coloca a bandeira do seu país no meio da encosta de uma montanha, nem mesmo próximo ao topo. Ou ele finca a bandeira no cume ou ela não será hasteada. Ele tem, pois, de escalar a elevação até o final, num esforço contínuo e contíguo, se quiser atingir o objetivo…”
Roberto C. P. Junior, O Filho do Homem na Terra

“Conviver é uma palavra carregada de desafios e de belezas. No contato com o outro descobrimos espelhos e contrastes, colhemos inspiração, delimitamos fronteiras e conquistamos respeito…”
Sibélia Zanon - O Vaga-Lume - Edição 50

“Estando ele ciente de que seu falecimento é certo, é oferecida a ele a possibilidade de conformar-se com tal realidade, fato que lhe possibilita pôr em ordem todas as coisas terrenas, aliás, como é natural. Ao mesmo tempo tem também a oportunidade de meditar sobre seu desenlace, e com isso o temor pela morte perde seu impacto mais forte. Se não aproveitar essa oportunidade, prejudicará a si próprio.”