“O Universo se expande! Ininterruptamente surgem novos astros!
Milhões de astros nascem, sem parar, do germe primordial. Ao mesmo tempo inicia-se em muitos astros velhos, que passaram de seu ponto de maturação, a desintegração. Lentamente se desintegram, até restar deles apenas um finíssimo pó...
Desenvolvimento e desintegração! Nascimento e morte! Tudo o que foi criado está sujeito a eternas transformações…”
Roselis von Sass, O Livro do Juízo Final

“— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. ”

Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…
