Direitos iguais

fevereiro 08, 2025



“- Os ursos querem que tomemos banho junto com eles! exclamou um dos incas, enquanto se dirigia até o urso que estava no meio do rio. Visivelmente contentes por tanta compreensão, todos os ursos se lançaram à água. Mergulhavam, arfavam e cutucavam sempre de novo os seres humanos que pescavam seus ponchos. Somente quando um dos incas jogou bastante água nos ursos, eles sossegaram, troteando rio abaixo.

- Temos de procurar um outro local para nossas casas de provisões! disse um dos mestres-de-obras. Encontramo-nos numa região pertencente aos ursos. Aqui eles têm suas tocas, onde hibernam e criam seus filhotes. Os ursos têm direitos anteriores aos nossos.

Naturalmente todos logo concordaram. Direito igual para todos. As cavernas, ninhos, etc., significavam para os animais o mesmo que para nós, seres humanos, as nossas casas. Conseqüentemente os mestres-de-obras foram para mais longe, construindo as casas de provisões afastadas da região dos ursos.”

Roselis von Sass, A Verdade Sobre os Incas

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Regeneração

dezembro 04, 2025


“‘- Teu cometa lembra-me de uma profecia que alguns sábios incas receberam há longos tempos. Milênios passaram-se. Contudo, a profecia não foi esquecida. Maxixca e Tenosique  queriam interromper  Saibal, mas este deu a entender com um gesto de mão que queria continuar a falar. 

- Tenho a intuição de que estamos próximos do tempo em que uma nova fase começará para a humanidade. Uma fase nova precedida de…”

Roselis Von Sass, A Verdade Sobre os Incas

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Curupiras, faunos ou Saci

outubro 28, 2025


"
O conhecido “saci”, de uma só perna, certamente faz parte da espécie dos curupiras. Esses entes, quando se locomovem, dão realmente, às vezes, a impressão de que têm apenas uma perna…”


Roselis von Sass,  Revelações Inéditas da História do Brasil

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Beleza Mínima

outubro 25, 2025


Sibélia Zanon

A beleza é mandamento na asa de passarinho. Se assim não fosse, a cor não habitaria tanta pena. Planando em altura e com leveza, a beleza é arrebatamento – um horizonte se deita sob suas asas.

A beleza chega a ser pungente – pulsa e se faz reconhecer fácil e intimamente. É essência e necessidade numa vida que busca inteirezas. 

Por ser tão forte, chega a provocar desconforto ao revelar a ferida. Deflagra aquilo que o cotidiano – coberto com um manto tecido de dor e breu – não consegue ser. Ao iluminar a penumbra costumeira, a beleza constitui-se num lembrete da escassez e pode fazer doer uma saudade. O que parecia conforto passa a ser…

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