Utilidade na natureza

janeiro 31, 2023

Planta verde em formato de mandala

“Quando me foi permitido reunir-me novamente com meus acompanhantes, para vivenciar mais uma parte do desenvolvimento do meu astro-pátrio, vi que a Terra já estava coberta de verde em muitos lugares. Havia todo o tipo de florestas de samambaias, cujas folhas verdes e delicadas se moviam levemente ao vento. Nas lagunas cresciam muitas plantas baixas do brejo, as quais eu nunca havia visto.
‘Tudo isso são plantas bulbosas, que mais tarde servirão de alimento para determinados grupos de animais’”

Roselis von Sass, O Nascimento da Terra


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Sibélia Zanon

Desde o nascimento e pela vida toda carregamos uma cicatriz. O marco centralizado no corpo divide o abdômen em quatro partes, à altura do disco que se insinua entre as vértebras L3 e L4.

A cicatriz indica o local onde um dia esteve implantado um cordão umbilical, rio trafegando sais minerais, vitaminas, oxigênio e glicose entre mãe e feto — porta para a vida.

“O umbigo marca nossa ligação com a Terra e com todos os seres vivos, e não apenas com o corpo de nossa mãe”, sugere o filósofo Emanuele Coccia.

Assim como o umbigo, também o ato de cuidar é gerador da vida. Sem o cuidado não haveria sobreviventes: o primeiro choro inaugura a dependência radical por um provedor de afeto e leite. E essa dependência, palavra culturalmente carregada de estigma e negatividade, faz-se alicerce para a potência e o desenvolvimento.

Com o alicerce desenhado, somos convidados a ousar passos de independência.

E, embora tais passos sejam saudáveis e necessários, a ode à autonomia costuma ofuscar o sortimento de cuidados que nos cercam ao longo de toda a vida — muitas vezes expressos na simplicidade generosa de uma palavra ou de um prato de comida quente.

O cuidado circula por toda parte. O invisível guarda muitos cuidados. Basta pensar que, na materialidade dos corpos, uma ferida pode ser fechada, a exemplo da…

 

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“O destino do ser humano, assim como o do povo e, por fim, de toda a humanidade, é comparável a um trem que se encontra parado, esperando, numa linha férrea de uma só via, diante de um entroncamento de ferrovias para todas as direções.”

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