Terras submersas

novembro 25, 2023

Ilustração de onda se levantando

Muitas terras já estiveram acima das águas e hoje estão submersas. Cidades
antigamente povoadas afundaram por desastres naturais, aumento do nível do mar ou inundações propositais.

Civilizações misteriosas perdidas são objeto de exploração de pesquisadores e fonte de inspiração para diversas histórias. Também Atlântida, o misterioso continente submerso registrado nos escritos do filósofo Platão, desperta o interesse de muitos.

“A posição exata do reino submerso é hoje difícil de se determinar, pois passaram-se mais de 10.000 anos desde então. Não se deve esquecer de que também o fundo do mar encontra-se em constante movimento, e de que desde aquela época maremotos e terremotos causaram deslocamentos e muitas modificações. O eixo da Terra também está sujeito a oscilações, e a crosta terrestre levanta-se e abaixa-se no equador sob a poderosa influência da Lua …
Poder-se-ia dizer que a Atlântida situava-se, aproximadamente, entre a Irlanda e as Bermudas, e que as Hébridas são constituídas de picos de montanhas do reino submerso, picos esses que se elevaram com o passar do tempo”, escreve Roselis von Sass em Atlântida – Princípio e Fim da Grande Tragédia.

Protegida por encostas de rochedos íngremes que avançavam até o mar e repleta de altas montanhas, colinas verdejantes, planícies e vales, Atlântida abrigava povos e também animais que conviviam em harmonia.

Mesmo sendo brevemente ligada ao continente em sua porção norte e não tendo
vizinhos de outras povoações ao sul, os poucos navios e embarcações que atracavam na Atlântida traziam forasteiros, que ora permaneciam na ilha, ora partiam. Em suas viagens, levavam adiante relatos sobre o desenvolvido povo que vivia em harmonia com majestosos dragões e outros seres da natureza, despertando grande curiosidade e fascínio. Relatos sobre o saber espiritual dos atlantes, suas crenças e profecias também chegavam para terras além-mar.

“Existia, pois, uma antiga tradição que dizia que essa terra, um dia, seria coberta
pelas águas do mar… Essa tradição era conhecida por todos. Provavelmente, porém, pensavam que esse fenômeno natural se realizaria somente numa época longínqua…”, continua Roselis von Sass.

Insistentemente alertados para saírem do país, nem todos escutaram. Atlântida
iria submergir, mas diante do temível acontecimento, o povo poderia escolher,
individualmente, o rumo de seu destino.


Leia Também

Esconde-esconde

julho 25, 2026


“Moluscos parecem seres felizes com sua concha protetora: escudo, esconderijo, disfarce. Inspirada nessa condição, fiz muitas vezes como se fosse um deles e brinquei de esconder, simplesmente desejando esquecer o caminho para a porta de saída da concha e não deixando também ninguém e nada entrar.

Ilusão. Mesmo fechando os acessos ao interior, permanecia uma...”

Sibélia Zanon, Espiando pela Fresta


Leia Mais
Momento de partir

julho 21, 2026

— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. 

Roselis von Sass, Sabá.O País das Mil Fragrâncias

Leia Mais
Perfume mensageiro

julho 18, 2026


Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.

Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…

Leia Mais