Tempo de despedida

julho 27, 2024


“Zoro-Tushtra olhou serenamente para sua pálida mulher, cuja fisionomia ainda lhe parecia mais linda do que todas as outras.

— Alegro-me contigo, Jadasa, concordou. Alegro-me especialmente por ser-te permitido ver, desde já, aquela maravilha. Podes falar-me sobre isso?

Jadasa encostou a cabeça contra a parede onde se achava apoiada, fechou os olhos e começou pensativamente:

— Claros e luminosos degraus conduzem a uma Luz que ninguém poderá descrever. E claros e luminosos entes ajudam as almas a transpor esses degraus para cima, cada vez mais para cima. Há jardins em ambos os lados desses degraus. Maravilhosas e aromáticas flores crescem neles, cuidadas por graciosos entes femininos.

Vejo pequenas crianças brincando com pura alegria. Cada vez mais claras tornam-se as figuras, cada vez mais fulgurante brilha a Luz. Vejo tudo isso, mas não posso descrevê-lo. Ser algum poderá fazê-lo. Tu mesmo o verás, meu amigo.

Sua voz tornava-se cada vez mais baixa. Escutando-a, ele temia que ela já houvesse partido, mas depois de pouco tempo ela abriu os olhos, sorrindo para ele.

Nenhuma das pessoas mais chegadas a ela queria deixá-la sozinha. Uma delas sempre ficava a seu lado, principalmente quando ela não mais podia deixar a cama, por suas pernas terem enfraquecido muito. Não sofria, mas uma canseira no corpo todo a impedia de qualquer atividade.”

Zoroaster, Coleção o Mundo do Graal


Leia Também

Quem realmente somos

agosto 04, 2026

“Podemos, pois, colher ensinamentos vasculhando o passado, através do reconhecimento do que foi acertado e do que foi errado nas ações humanas; podemos igualmente sonhar com um belo porvir, um futuro…”                


Roberto C. P. Junior, O Dia sem Amanhã

Leia Mais
Mergulho no tempo (VG-26)

junho 30, 2026


Abdruschin, Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal

Leia Mais
O que a razão não alcança

junho 27, 2026


Numa época de muita informação e pouca clareza, há a sensação de que algo está em ebulição. As mudanças são rápidas demais para serem digeridas e as referências conhecidas se desorganizam facilmente, enquanto tentamos seguir uma rotina.

Talvez por isso um fenômeno silencioso acontece: cada vez mais pessoas voltam a se interessar por textos antigos e pelas perguntas que a modernidade tentou silenciar.

Quem somos? De onde viemos? Para onde estamos indo? Qual o sentido por trás das crises que atravessamos?

Leia Mais