
Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…

“Nenhum ser humano pode esquivar-se das leis da natureza, ninguém consegue nadar em sentido contrário a elas. Deus é a força que impulsiona as leis da natureza, a força que ainda ninguém compreendeu, que ninguém viu, mas cujos efeitos cada um, dia a dia, hora a hora, até nas frações de todos os segundos, tem de ver, intuir e observar, se apenas quiser ver, em si próprio...”
Abdruschin, Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal

“No Templo do Onipotente Criador encontrava-se um altar. Três degraus conduziam ao altar, o qual era coberto por uma placa de ouro martelado. Sobre essa placa se encontrava um prato de bronze: o recipiente com a luz eterna.”
Roselis von Sass, A Desconhecida Babilônia
