“Os sonhos de um belo futuro devem servir unicamente para nos estimular a seguir na vereda do bem no tempo presente, para que a paz e a alegria vislumbrada possam, um dia, tornarem-se realidade. Uma realidade, aliás, moldada segundo contingências específicas, que nos sãoa priori desconhecidas, visto estarem sendo formadas precisamente agora, pelos atos humanos no presente. Também nesse caso, não devemos viver com os olhos voltados unicamente no porvir, pois isso seria igualmente uma negligência cometida no tempo de nossa vida presente, que do mesmo modo acarretará um efeito recíproco ruim, que nos atingirá certamente, mais cedo ou mais tarde.
Em suma: viver realmente o presente é lei para um espírito humano que deseja evoluir de modo certo no mundo!”
O dia sem Amanhã, Roberto C. P. Junior

“— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. ”

Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…
