Desacelerar

junho 16, 2015

Sibélia Zanon

"Atentai para o dia a dia, para o presente em que viveis! 
Pois no presente formamos o nosso futuro!"


Quando criança, nas aulas
 de educação física, apostávamos corrida. Na sala de aula, 
quanto mais rápido fizéssemos a 
atividade, mais tempo teríamos 
para brincar. Ao longo dos anos 
pegamos gosto pela agilidade, mas perdemos um pouco da paciência.

“Para o homem moderno, a paciência é tão difícil de praticar quanto a disciplina e a concentração. Todo o nosso sistema industrial estimula exatamente o oposto: a rapidez”, escreve o psicanalista Erich Fromm.

Não que a rapidez não tenha sua relevância em muitos momentos, mas um estímulo unilateral neste sentido pode gerar um déficit em outras áreas, formando pessoas impacientes, ansiosas, com dificuldade de concentração.

Muitas vezes, passamos a não tirar proveito do presente porque queremos antecipar os acontecimentos. Executamos uma atividade, pensando nas outras coisas que precisamos fazer na sequência, menos no que estamos realmente fazendo.


“O homem moderno pensa que está perdendo alguma coisa – tempo – quando não faz as coisas depressa; mas ele não sabe o que fazer com o tempo que ganha, salvo matá-lo”, alfineta Fromm. Será que sabemos bem aonde queremos chegar com tanta pressa?




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Sempre um de nós acompanha agora as crianças que hoje já estão com mais de dez anos’, explicou Gauê, 'e que, para a sua idade, já enfrentam a vida de modo muito independente. Permanecemos, logicamente, sempre invisíveis. Contudo, as crianças sabem, geralmente quando percorrem longas distâncias, que nós nos encontramos nas proximidades. Todas elas têm pequenas cornetas, com as quais podem nos chamar ao necessitarem de alguma informação.'"

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“...as pirâmides das Américas do Sul e Central não possuíam pontas, mas sim grandes plataformas onde eram erigidos templos. Cada degrau representava uma fase do desenvolvimento na vida humana que tinha de ser vivenciada plena e integralmente. A subida, muitas vezes, era penosa. Contudo, sem esforços, jamais se poderia alcançar um elevado alvo espiritual.

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