As Sete Maravilhas do Mundo Antigo

junho 19, 2015


Jardins Suspensos da Babilônia

“Precisavam caminhar uma certa distância até chegar à torre dos astrônomos. Era quase meio-dia. Todos pararam, como que atordoados, um pouco antes da torre. Quem, alguma vez, havia visto uma suntuosidade e maravilha como aquela? Até Emengal e Iltasa tinham lágrimas nos olhos. Um grupo de crianças, em período de lazer, estavam sentadas numa campina florida, olhando com veneração para as maravilhosas flores, nunca vistas. Os botões, nas trepadeiras de muitos metros que pendiam, haviam-se transformado em flores aromáticas.” 




O que hoje conhecemos como As Sete Maravilhas do Mundo Antigo tem origem em uma lista, feita pelos gregos, que anunciava as sete obras dignas de serem vistas. As obras se destacavam por sua beleza, grandeza, suntuosidade e magnitude.

Apenas uma das maravilhas se localizava na Grécia: a Estátua de Zeus.As demais estavam em outras localidades, como é o caso da Grande Pirâmide de Gizé,no Egito, a única maravilha antiga ainda existente. Povos antigos como os egípcios, judeus e sumerianos interpretavam-na como uma obra rica em simbologia profética.

Em pesquisas arqueológicas há poucos registros sobre a existência dos Jardins Suspensosda Babilônia. Por isso alguns duvidam de sua existência e há versões diferentes no que se refere à sua aparência. Há quem diga que se tratava de uma obra feita pelos homens, constituindo-se em seis terraços, construídos como andares e dando, por
isso, a impressão de suspensos. Lá teriam 
sido plantadas diversas espécies de árvores frutíferas.

Entre as diversas visões, o que existe de unidade a respeito dos jardins é o fato de terem sido algo de beleza estonteante. Bem além das obras construídas pelo homem, a escritora Roselis von Sass descreve os Jardins Suspensos, no livro A Desconhecida Babilônia,como uma maravilha da natureza:

“O que vejo são grandes flores brancas, bem abertas, parecidas com lírios-d’água. Mas a partir destas maravilhosas flores brancas cresce uma outra flor de muitas pétalas, de cor rósea. Pelo menos me parece que cresce da flor branca. As folhas, que inicialmente eram de cor verde-clara, estão agora mais para verde-escura. As flores têm o tamanho da mão de um homem, aproximadamente. Toda a região parece envolta pelo delicado perfume delas.”

Segundo a escritora, o caráter de jardim suspenso se dava porque as chamadas flores da auroradesabrochavam numa trepadeira. “Poder-se-ia supor que as flores pendessem, porque eram grandes e certamente bastante pesadas. Mas se dava justamente o contrário. Elas tinham talos grossos e fortes, crescendo em posição ereta nas trepadeiras.”

Inúmeros e minúsculos pássaros, de cor azul-clara e verde-clara chegavam, atraídos pelo perfume. Eles nunca tinham sido vistos antes no país e, por serem muito pequenos, desapareciam totalmente dentro das flores.

Por mais que se possa imaginar a estonteante beleza dos Jardins Suspensos, pouco se fala sobre o motivo de sua total destruição. Acontece que a cidade de Kadinguirra, situada na antiga Suméria, região sul da Mesopotâmia, onde hoje se situa o Iraque e a Síria, e que mais tarde foi denominada Babilônia, já não era a mesma. O culto ao falso deus Baal crescia e a natureza já não podia ofertar tamanha beleza para habitantes que não sabiam mais admirar, e que, ao ver as flores, imediatamente arrancavam-nas do caule. Com o tempo as trepadeiras se extinguiram, deixando apenas uma saudade no ar.




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