“Eu estava indeciso, de pé, ao lado de Maata, prestes a sair, contudo algo me reteve. E foi bom ter ficado, pois pude observar um fenômeno que se desenrolou além da nossa capacidade de compreensão. Dez, doze ou ainda mais nativas estavam acocoradas juntas no chão. Nenhuma dizia uma palavra sequer. Não obstante, eu tinha a infalível sensação de que elas estavam conversando e trocando ideias entre si. Mal ousei mexer-me. Meu olhar estava como que preso a uma mulher velha, que aparentemente dirigia esse diálogo calado… Anos mais tarde tive a oportunidade de observar várias vezes o mesmo fenômeno do silencioso intercâmbio de pensamentos…
Fátima acenou afirmativamente com a cabeça. Ela também conhecia essa maneira de transmissão de pensamentos, unindo entre si, muitas vezes, membros de famílias várias milhas distantes…”
Roselis von Sass, África e seus Mistérios
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“— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. ”

Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…
