Colher experiências

novembro 09, 2016




Quando pequena eu gostava de colecionar sementes que achava no quintal. Chamava-as de nenéns e cuidava delas como se cuida de gente pequena. Olhava uma a uma e juntava-as num saquinho de pano ou nos bolsos da calça fofa de veludo. 

Colecionar experiências é tarefa exigente. Depende da intensidade ou atenção com que vivemos o presente e nele nos movimentamos. Depende da abertura que desenvolvemos para aproveitar toda a potencialidade daquilo que nos acontece. Depende, ainda, do poder de maravilhar-se com o ordinário no cotidiano.

Assim, muitas vezes, uma vivência pode ser despertada por uma observação atenta da natureza e até mesmo por meio de um filme, um livro, uma notícia, uma música e não apenas por aquilo que nos atinge de forma intensa, sejam insucessos ou felicidades.

Contudo, para conseguir extrair das experiências o significado é preciso movimentar-se. Isso não significa, necessariamente, buscar experiências extraordinárias, mas ter o euaberto e atento ao presente e a todos os pequenos e grandes acontecimentos, refletindo sobre as ações individuais e coletivas, suas motivações, consequências e significados. Com o olhar alerta, podemos ir colecionando aquelas sementes do cotidiano, que guardam em si o potencial de brotar vivências significativas dentro de cada um.




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