Caminho seguro

janeiro 21, 2024

Foto de horizonte acidentado de pedras e caminhos estreitos, banhados sobre luz natural dourada do sol, despontando faixa de céu azul à frente.

“Em tempos remotos, quando eles ainda eram mais receptivos, ninguém sucumbia devido a fenômenos da natureza. Eram advertidos a tempo e conduzidos para além das regiões em perigo, de modo que ninguém ficava à mercê das forças da natureza.

Esses acontecimentos naturais são fenômenos necessários. Trata-se sempre de transformações indispensáveis no interior da Terra ou em sua superfície.

Nenhuma criatura humana de outrora teria a ideia de designar como catástrofes os fenômenos naturais de transformação da Terra.”

Hoje, e já há muito, isso é diferente. Desde que o ser humano se afastou do caminho da Verdade, nenhum dos entes da natureza pode mais se aproximar dele e ajudá-lo.

E, consequentemente, os grandes acontecimentos da natureza têm de efetivar-se catastroficamente para a humanidade, que nos dias atuais sofre a reciprocidade de seu atuar incorreto.”

Roselis von Sass, Fios do Destino, Determinam a Vida Humana


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Esconde-esconde

julho 25, 2026


“Moluscos parecem seres felizes com sua concha protetora: escudo, esconderijo, disfarce. Inspirada nessa condição, fiz muitas vezes como se fosse um deles e brinquei de esconder, simplesmente desejando esquecer o caminho para a porta de saída da concha e não deixando também ninguém e nada entrar.

Ilusão. Mesmo fechando os acessos ao interior, permanecia uma...”

Sibélia Zanon, Espiando pela Fresta


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Momento de partir

julho 21, 2026

— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. 

Roselis von Sass, Sabá.O País das Mil Fragrâncias

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Perfume mensageiro

julho 18, 2026


Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.

Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…

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