“‘Venho por ordem de um superior!’ ecoou em suas almas. ‘Vim guiar-vos para fora destes vales e indicar os futuros caminhos! Outros, antes de vós, ouviram um chamado semelhante, saindo, então, a fim de que seu destino se cumprisse. Hoje eles vivem no país de Tupan-an, e a felicidade e a paz estão com eles! Vossos caminhos vos conduzem para fora destes vales, contudo a direção é outra. Distante daqui, vivem seres humanos que se originaram da mesma pátria espiritual que vós. Desta vez caíram em perigo espiritual na Terra e imploram por auxílio. Fostes escolhidos para ajudar esses seres humanos que são da mesma espécie que vós. Tendes a força e a sabedoria para tanto. Ensinai-os com amor, bondade, dignidade e paciência! Guiai-vos, para que eles reencontrem o caminho perdido! No servir deveis reinar! Preparai-vos, pois logo voltarei!’”
Roselis von Sass, A Verdade Sobre os Incas

“Ao mesmo tempo em que a alma de Mirani deixava seu corpo adormecido e corria ao encontro dele, procurando-o, Tenosique estava recostado num bloco de rocha no Monte da Lua, escutando as vozes da noite. Corujas gigantes e falcões noturnos saíam de suas fendas nas rochas, circundando-o em vôo silencioso. Bem embaixo brilhava o rio dos ursos, na luz da lua que subia. Diante das cabanas das poucas famílias runcas, que moravam lá embaixo, crepitavam algumas fogueiras.”
Roselis von Sass, A Verdade Sobre os Incas

“‘- Teu cometa lembra-me de uma profecia que alguns sábios incas receberam há longos tempos. Milênios passaram-se. Contudo, a profecia não foi esquecida. Maxixca e Tenosique queriam interromper Saibal, mas este deu a entender com um gesto de mão que queria continuar a falar.
- Tenho a intuição de que estamos próximos do tempo em que uma nova fase começará para a humanidade. Uma fase nova precedida de…”
Roselis Von Sass, A Verdade Sobre os Incas

Sibélia Zanon
A beleza é mandamento na asa de passarinho. Se assim não fosse, a cor não habitaria tanta pena. Planando em altura e com leveza, a beleza é arrebatamento – um horizonte se deita sob suas asas.
A beleza chega a ser pungente – pulsa e se faz reconhecer fácil e intimamente. É essência e necessidade numa vida que busca inteirezas.
Por ser tão forte, chega a provocar desconforto ao revelar a ferida. Deflagra aquilo que o cotidiano – coberto com um manto tecido de dor e breu – não consegue ser. Ao iluminar a penumbra costumeira, a beleza constitui-se num lembrete da escassez e pode fazer doer uma saudade. O que parecia conforto passa a ser…
