Amor Maternal

maio 10, 2025


“Todas as vezes que surpreendia o pai com disposição de contar  histórias, assaltava-o com uma torrente de perguntas, curioso em  saber coisas de sua infância ou do passado longínquo da família.  Certo dia, havia insistido de tal maneira com o pai, que este acabou cedendo em prestar as informações que o menino desejava. 

— Meu irmãozinho tem o nome do meu avô. Era o teu pai? Ouço  falar que o povo tem grande respeito pelo príncipe Suddhôdana, mas,  de minha avó, nada sei até hoje. Era bonita como mamãe? 

— Sim, era bonita como tua mãe e tinha o mesmo nome dela: chamava-se Maya. Pertencia a uma estirpe de príncipes, do outro lado do Himalaia. Nunca cheguei a vê-la. Morreu poucos dias depois que nasci. 

— Então, tu ficaste sem mãe? E quem tratou de ti? 

— O velho e devotado Kápila, nosso servo, que, naquele tempo,  ainda era moço, e Kusi, sua mulher. Meu pai não dispunha do necessário tempo para cuidar de mim: os seus vizinhos davam-lhe muito que  fazer. Pretendiam arrebatar-lhe as terras, de sorte que ele se via sempre  forçado a se ausentar em expedições militares, a fim de enxotá-los  das fronteiras. Nunca, porém, me faltou nada. A dedicação dos dois  me rodeava de tudo quanto uma criança tem necessidade. 

— E de amor também? perguntou Maya, interferindo na conversa. Não podia ela imaginar que uma criança sem mãe de nada sentisse falta. 

— Como não?! Com amor e carinho também, reafirmou, com  ênfase, o príncipe. E, quanto mais eu crescia, mais ia reconhecendo  aquela desvelada abnegação, nascida não de conveniências sociais, mas capaz de dar a vida pelo ente querido, se preciso fosse. Esse, sim, é o verdadeiro amor.”


Buddha, Coleção o Mundo do Graal

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— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. 

Roselis von Sass, Sabá.O País das Mil Fragrâncias

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— Nesta vida não mais nos veremos, disse ele amavelmente. Nós nos encontraremos, porém, várias vezes ainda, em outras vidas terrenas. Laços de amor unem nossos destinos, e serão ligações de amor que numa época remota novamente nos unirão.” 


Roselis von Sass, A Grande Pirâmide Revela seu Segredo


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