Sofrimento

agosto 27, 2015


"Um dia, chegou seu velho e sábio mestre. Acomodando-se num leito ao lado dele disse-lhe:
Semercher, escuta-me!

Eu escuto e peço-te que fales comigo e me ajudes em meu sofrimento. Estou arrependido das minhas ações más e gostaria de continuar a viver para poder remir ainda aqui na Terra, disse Semercher.

Estás arrependido mesmo?

Estou arrependido na minha alma, e meu coração dói ao pensar em minhas ações atrozes. Semercher sentou-se e apoiando a cabeça nas mãos, em inconsolável tristeza, continuou: meus amigos de outrora tiveram pena de mim, pensando que um ente malévolo tivesse entrado no meu corpo… Mas tu, sábio, conheces-me; sabes que todas as atrocidades vieram de mim mesmo."




"Feliz daquele que pode denominar tantas e tão fortes vivências como sendo suas, quer tenham sido de alegria ou de dor suas origens, pois essas impressões serão um dia o que de mais valioso uma alma humana levará consigo em seu caminho para o Além."





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Mão segurando uma pequena flor branca
 
"Pingou, o pingo da chuva, do chuveiro e do choro. A menina da nossa história não sabia explicar o motivo certo da sua dor: existia uma dor de solidão no coração, mas ela disse que a dor era no ouvido. Foi então que alguém pôde secar o seu pingo de tristeza. A menina encontrou uma professora que entendia dessas dores. Ganhou um remédio de mentirinha, foi embalada num abraço e sarou. Grande essa arte de curar dores que os remédios não conhecem, não é mesmo?”

Sibélia Zanon, Espiando pela Fresta
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— A alma, Muno, é aquilo que dia e noite chora dentro de ti, porque tu a deixas faminta, e a maltratas. A alma é a melhor porção do nosso ‘eu’, que vem do Alto e não descansa enquanto nós não a reconduzimos outra vez para lá. Se não a tratamos assim, chora, então, nossa alma, como chora, agora, a tua, Muno.”

Buddha, Coleção o Mundo do Graal
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