Chá de cadeira. São muitas as situações em que sentimos que a paciência é requisitada. Aguardar uma pessoa, o resultado de um exame, o retorno sobre uma vaga de emprego, uma mudança de comportamento nossa ou de alguém próximo. A paciência pode parecer sinônimo de inércia. Mas será? Espera, inquietação, rejeição, sofrimento, aceitação, esperança… são muitas as emoções que podem sentar-se juntas nessa cadeira. Às vezes, a cadeira convida a esperar; às vezes, o convite pode ser para ousar.
Sibélia Zanon

Numa época de muita informação e pouca clareza, há a sensação de que algo está em ebulição. As mudanças são rápidas demais para serem digeridas e as referências conhecidas se desorganizam facilmente, enquanto tentamos seguir uma rotina.
Talvez por isso um fenômeno silencioso acontece: cada vez mais pessoas voltam a se interessar por textos antigos e pelas perguntas que a modernidade tentou silenciar.
Quem somos? De onde viemos? Para onde estamos indo? Qual o sentido por trás das crises que atravessamos?

Daniela Schmitz Wortmeyer
Interessante observar o cuidado dedicado às sementes das espécies vegetais: muitas são protegidas por frutos com polpas macias, que garantem nutrientes e atraem animais colaboradores em sua propagação. Em certos casos, esses invólucros de formatos variados podem ser carregados pelo vento, ou permitir que as próprias sementes esvoacem rumo a novas paragens. Alguns envoltórios parecem autênticos porta-joias, que denotam zelo pela carga preciosa, na qual repousa a essência daquele ser, assim como a possibilidade de perpetuar seu legado.
Cultivar sementes pode ser um exercício de paciência, perseverança e resiliência.
