“Somente na língua alemã seu nome ainda continua vivo, pois a palavra 'Ostern' (Páscoa) originou-se de Óstara. Certamente todo ano é celebrada a festa de Óstara, a Páscoa ('Osterfest') ! (...) De longe Óstara parece-se com uma nuvem transparente, florida, de tom verde-claro. Usa um vestido amplo e comprido, de tonalidade verde-clara, tendo em sua extremidade extensas e largas listas floridas. As flores dessas listas aparentam tal vivacidade, que dão a impressão de se movimentarem no meio de um canteiro. Seus cabelos cintilam também em tonalidade verde-clara, porém às vezes brilham num tom branco-prateado. Uma grinalda de campânulas, tinindo suavemente, adorna sua cabeça.”
“‘Venho por ordem de um superior!’ ecoou em suas almas. ‘Vim guiar-vos para fora destes vales e indicar os futuros caminhos! Outros, antes de vós, ouviram um chamado semelhante, saindo, então, a fim de que seu destino se cumprisse. Hoje eles vivem no país de Tupan-an, e a felicidade e a paz estão com eles! Vossos caminhos vos conduzem para fora destes vales...’”

Caroline Derschner
A perda do sagrado, que no passado irrigava com o espiritual aquilo que era terreno, trazia mais do que uma vivificação para a labuta diária. Era também uma lembrança de um antigo ensinamento que alude que não devemos empoleirar o dia a dia em nosso altar pessoal, adorando o efêmero, mas sim levar o impulso de nossa sintonização devocional para o dia a dia, elevando tudo que for possível ao nosso alcance.

“Imaginai no lugar do teto fios luminosos e delicados que pendem como um fino e transparente véu acima do ‘tecer ao vosso redor’, do qual emana um perfume delicioso capaz de fortalecer e vivificar de maneira singular, tão logo se esteja capacitado a senti-lo conscientemente, dando-lhe atenção."
Abdruschin, Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal

