“Biltis seguiu caminhando. Doce fragrância de rosas, jasmim e amêndoas pairava no ar. Pequenos e coloridos passarinhos esvoaçavam entre os galhos, e os arbustos cobertos de flores estavam envolvidos por enxames de abelhas, besouros e borboletas. Ela sentia, tão forte como nunca, o misterioso encanto da natureza que a envolvia e a ligava estreitamente com todas as criaturas. Milhares de melodias, que em geral não eram ouvidas pelos seres humanos, soavam em seus ouvidos…”
Roselis von Sass, Sabá, o País das Mil Fragrâncias
Veja aqui o vídeo sobre a obra
“— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. ”

Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…
