
“O motivo de o ser humano terreno não mais poder ver os entes da natureza, de espécie diferente, é muito simples. Devido à sua tendência, persistente há milênios, de se apegar exclusivamente às coisas materiais, seus órgãos de percepção embruteceram-se tanto, e sua capacidade de compreensão estreitou-se de tal forma, que ele não é mais capaz de assimilar vibrações mais finas. Por essa razão, ele se encontra alheio, de modo incrédulo e zombador, diante de tudo o que vai além de sua estreitada capacidade de compreensão.”
"O conhecido “saci”, de uma só perna, certamente faz parte da espécie dos curupiras. Esses entes, quando se locomovem, dão realmente, às vezes, a impressão de que têm apenas uma perna…”
Roselis von Sass, Revelações Inéditas da História do Brasil

Caroline Derschner
A perda do sagrado, que no passado irrigava com o espiritual aquilo que era terreno, trazia mais do que uma vivificação para a labuta diária. Era também uma lembrança de um antigo ensinamento que alude que não devemos empoleirar o dia a dia em nosso altar pessoal, adorando o efêmero, mas sim levar o impulso de nossa sintonização devocional para o dia a dia, elevando tudo que for possível ao nosso alcance.

“Imaginai no lugar do teto fios luminosos e delicados que pendem como um fino e transparente véu acima do ‘tecer ao vosso redor’, do qual emana um perfume delicioso capaz de fortalecer e vivificar de maneira singular, tão logo se esteja capacitado a senti-lo conscientemente, dando-lhe atenção."
Abdruschin, Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal