
“Por que, simplesmente, não se esclarece ao moribundo que terrenamente não é mais possível nenhum recurso, sendo muito provável um desenlace próximo? É evidente que se deve transmitir certa serenidade ao moribundo, não porém em detrimento da verdade!
Estando ele ciente de que seu falecimento é certo, é oferecida a ele a possibilidade de conformar-se com tal realidade, fato que lhe possibilita pôr em ordem todas as coisas terrenas, aliás, como é natural. Ao mesmo tempo tem também a oportunidade de meditar sobre seu desenlace, e com isso o temor pela morte perde seu impacto mais forte. Se não aproveitar essa oportunidade, prejudicará a si próprio.”
Roselis von Sass, Fios do Destino Determinam a Vida Humana

“Nenhum alpinista coloca a bandeira do seu país no meio da encosta de uma montanha, nem mesmo próximo ao topo. Ou ele finca a bandeira no cume ou ela não será hasteada. Ele tem, pois, de escalar a elevação até o final, num esforço contínuo e contíguo, se quiser atingir o objetivo…”
Roberto C. P. Junior, O Filho do Homem na Terra

“Conviver é uma palavra carregada de desafios e de belezas. No contato com o outro descobrimos espelhos e contrastes, colhemos inspiração, delimitamos fronteiras e conquistamos respeito…”
Sibélia Zanon - O Vaga-Lume - Edição 50
“Moluscos parecem seres felizes com sua concha protetora: escudo, esconderijo, disfarce. Inspirada nessa condição, fiz muitas vezes como se fosse um deles e brinquei de esconder, simplesmente desejando esquecer o caminho para a porta de saída da concha e não deixando também ninguém e nada entrar.
Ilusão. Mesmo fechando os acessos ao interior, permanecia uma...”
Sibélia Zanon, Espiando pela Fresta
