“O dono da poderosa voz era João, o grande profeta, que anunciava o reino do Senhor, que ganhava cada vez maior poder sobre os seres humanos, e que falava com a força de seu amor, dominando as pessoas com sua vontade pura.
Maria (Madalena) sentia medo do profeta. Ela, que em outras ocasiões era tão segura de si, tremia.
Um leve suspiro de opressão a fez levantar seu peito e respirar profundamente. Ela era jovem ainda, contudo, ao olhar retrospectivamente para a sua vida irrequieta e cheia de vivências, deparava-se nela um vazio desesperador!
Reconhecendo, porém, de chofre o vazio, na mesma medida ela sentiu desmoronarem-se sobre si os anos até agora vividos, quase a esmagando. Maria era poderosa e desejada, mas não era feliz.
Sua alma, capaz de se entusiasmar, procurava o vivenciar realmente grande, e não horas embriagadoras. Ela não era leviana nem má, tampouco superficial; pelo contrário, possuía um grande anseio de ajudar e de amar verdadeiramente.”
Os Apóstolos de Jesus, Coleção o Mundo do Graal

Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…

“...o conhecimento das leis universais da Criação, igualmente imutáveis, permite saber de antemão o que aguarda a humanidade como um todo no futuro...”
Roberto C. P. Junior, O Filho do Homem na Terra

Numa época de muita informação e pouca clareza, há a sensação de que algo está em ebulição. As mudanças são rápidas demais para serem digeridas e as referências conhecidas se desorganizam facilmente, enquanto tentamos seguir uma rotina.
Talvez por isso um fenômeno silencioso acontece: cada vez mais pessoas voltam a se interessar por textos antigos e pelas perguntas que a modernidade tentou silenciar.
Quem somos? De onde viemos? Para onde estamos indo? Qual o sentido por trás das crises que atravessamos?
