“— Estás dormindo, Jean? perguntou Justin, olhando para o amigo com olhos algo cansados. Jean levantou-se, passando a mão na testa e suspirando.
— Dormindo?… não… certamente não. Estava pensando em meu pai, e perguntava-me se também ele nada poderia ter levado desta Terra.
Justin apertou as palmas das mãos, uma contra a outra, e uma expressão sonhadora manifestou-se em seus olhos. Daniel Balmain tinha sido para ele como um dos iluminados que apareciam muitas vezes nas tradições hindus…
— Podes estar certo que teu pai saiu rico, muito rico, desta Terra! Lembra-te do que ele fez de bem somente em relação a mim.”
Roselis von Sass, África e seus Mistérios
Conheça este livro aqui
“— Tua resposta foi correta. Teu pai, depois da morte, será espírito e alma. Não obstante, continuará a ser o mesmo. A perda do corpo terreno não modifica seu espírito e sua alma! Sentirá por ti o mesmo amor como até agora, e tu também sempre te lembrarás dele com amor. ”

Era um domingo à noite. Eu estava sozinha na sala, sentada no sofá, e já ia levantar-me para cuidar de alguns preparativos para o dia seguinte. Mas, subitamente, fui surpreendida por um perfume: intenso, inebriante, incontornável. Busquei na memória e encontrei: “jasmim”. Olhei para as persianas fechadas e me perguntei como aquele aroma as teria transposto; além disso, de onde poderia provir, pois não havia jasmineiros próximos ao prédio. Ainda assim, o perfume era real, indubitável — eu tinha certeza de que, em algum lugar, os jasmins existiam.
Meus pensamentos percorreram experiências semelhantes, em que algo intangível alcança a percepção, mas não se consegue identificar sua origem, ou mesmo comprovar sua existência. Um sentimento de afeto…
