Quando algo se quebra, acontece uma interrupção. O que parecia normal é abalado. O café se perde da xícara, a segurança se perde da casa, o amor pode ficar sem destinatário. Quando algo se quebra é preciso tempo. Tempo para reparo, ou para elaborar a aceitação do que já não é mais e tomar consciência da nova realidade, até nascer o desejo de uma reconstrução. Como colar o que foi quebrado? Conhecida como kintsugi, a técnica atribuída a artesãos japoneses não se intimida com os rompimentos e faz do reparo a própria arte. Os cacos do que foi quebrado são unidos com uma mistura de resina e ouro, enfatizando as junções de um novo começo.
Textos desta edição:
- Mosaico de Interações
- A arte de reconstruir
- Conexão ao alcance das mãos
LER NA ÍNTEGRA

“... existe um significado muito sério relacionado com os nomes, quer se trate do nome de pessoas, de animais, plantas ou de países. Todo o nome é, a seu modo, um filtro que dá passagem a vibrações da Luz de uma certa e determinada significação.”
O tempo todo somos encontrados por novas sensações. O mundo nos afeta, achando constantemente uma porta de entrada. Somos providos de sentidos e, por meio deles, cheiramos e sentimos o mundo. Elaboramos experiências do lado de dentro e, então, transpiramos aquilo que nos tocou de forma transformada e singular. Como participantes desse fluxo constante de afetos, temos também a capacidade e a responsabilidade de afetar.