O SOL MORRE
O Livro do Juízo Final - Roselis von Sass
As manchas solares, desde anos, sinalizam a notícia para o cosmo de que as condições na gigantesca estrela solar se alteram.
A estrutura física do nosso Sol chegou ao seu ponto crítico!...
Os astrônomos e astrofísicos chegaram há muito ao reconhecimento de que no Universo, apesar das inimagináveis dimensões, nada é infinito e nada ilimitado. O espaço do Universo se expande, sim, visto que continuamente nova matéria, isto é, novos corpos celestes se formam, não obstante sempre persistir um limite.
Também a duração de vida de cada estrela é limitada. Onde houve um início também terá que haver um fim, de acordo com a lei. Dentro da matéria nada é eterno!
Cada um dos bilhões de Sóis e cada um dos planetas chega a um ponto para ele previsto, onde se inicia seu estado final. Nosso Sol, pois, chegou a esse ponto final!
Os astrofísicos calculam que o Sol tenha quatro bilhões de anos; um longo período no conceito humano...
É chegado, portanto, agora, o ponto de transição, não somente para os seres humanos, mas também para o Sol e a Terra...
O fato de a humanidade achar-se em um ponto de transição, não mais pode ser ocultado. Em um ponto de transição, com conseqüências catastróficas... Não obstante todo o progresso técnico, o ser humano vagueia num mar de horrores, envolto por formas de medo...
E o Sol? Nosso maravilhoso e tão querido Sol morre! As manchas solares, desde anos, sinalizam a notícia para o cosmo de que as condições na gigantesca estrela solar se alteram.
O Sol é uma “estrela fixa” constituída de gases incandescentes, de tamanho inimaginável. Milhares e milhares de planetas como a Terra seriam necessários para preencher seu volume.
As manchas escuras que aparecem no Sol são designadas pelos perscrutadores dos astros, de “fenômenos misteriosos”. Poderiam observar desde já que as manchas solares constituem funis gigantescos no meio dos campos de energia magnética. Esses funis são preenchidos por elementos agitados e em turbilhão, lançados depois para cima como gases incandescentes, a uma altura de muitos milhares de quilômetros. Foram observadas erupções solares que possuem o poder de “um bilhão de bombas de hidrogênio”. O físico e detentor do prêmio Nobel, H. A. Bethe, diz com razão que o Sol é na realidade uma gigantesca bomba de hidrogênio... sendo esta, aliás, muito bem regulada...
No que se refere à assustadora e imensa perda de energia, os astrofísicos crêem ter achado a solução do enigma. Existem cálculos de que no interior do corpo solar e das estrelas fixas em geral transforma-se continuamente hidrogênio em hélio, dispondo o Sol, por conseguinte, de fantásticas reservas de energia.
Com isso, no entanto, ainda está longe o esclarecimento “do fenômeno misterioso” das erupções solares... A expressão “fenômeno misterioso” ainda hoje é usada nos círculos científicos...
Os astrônomos podiam aprender muito, por meio dos novos e grandes telescópios. Já se “supõe” que deva haver em alguma parte do Universo, “uma direção central do movimento orbital de todos os corpos siderais”... Com tal “suposição ou conjetura” aproximam-se deveras da verdade. Poderiam hoje saber muito e muito mais, se não rejeitassem sempre sua intuição,* por não poderem analisá-la cientificamente... O conhecimento do raciocínio, sozinho, sempre permanecerá estreitamente delimitado...
Existem também entre os astrofísicos e outros perscrutadores de astros, alguns poucos dentre os quais o raciocínio não atua de modo estorvante... São esses que, com temor no coração, observam as gigantescas erupções no Sol, pois sabem que este já é muito velho e que há muito já ultrapassou seu ponto máximo...
(...)
O Novo Sol
Um Sol fornecendo luz e calor para toda uma família de planetas, não pode assim sem mais nem menos explodir, sem que um outro Sol mais forte já esteja nas proximidades! Atos arbitrários não existem na Criação! Também o apagar ou o desintegrar de um corpo sideral pode somente realizar-se de acordo com um plano de tempo predeterminado na lei da natureza.
Com a expressão “próximo” usada aqui em relação aos astros, entende-se sempre uma “proximidade astronômica”... Nenhuma estrela está próxima da outra. Os astrônomos com seus gigantescos telescópios denominam o espaço sideral de “deserto vazio”, visto as distâncias entre os astros serem enormes. Visto da Terra tudo parece completamente diferente. A “via-láctea” parece-se com uma aglomeração de estrelas situadas todas “próximas” umas das outras. Contudo, tal aparência ilude. As distâncias entre elas contam-se por anos-luz.
Na bem organizada “direção central dos movimentos orbitais dos corpos celestes” ocorrem “raros fenômenos naturais”, em intervalos de milhões de anos!... Um tal fenômeno da natureza ocorrerá agora no século do Juízo! Dois Sóis encontrar-se-ão. Melhor dito, já se encontraram!
Enquanto a esfera de gás incandescente do nosso velho Sol se apaga sob indescritíveis erupções, o novo e maior Sol já se movimenta para sua nova localização, para então, quando chegar o momento, manter toda a família de planetas conforme a lei de gravitação...
O processo acima descrito não pôde ainda ser observado por meio de telescópios, conseqüentemente os astrônomos nem cogitam de tal possibilidade... Cogitam, sim, de uma catástrofe solar e da Terra, mas não na atualidade. Dizem que um Sol com a idade de quatro bilhões de anos e possuidor de tantas “reservas fantásticas de energia” ainda continuará vivo...
Por outro lado existem alguns astrônomos que, baseando-se em especiais métodos de pesquisas e cálculos, falam há anos de uma intensa fonte de luz, cujas irradiações atuam sobre nosso Sol, provocando nele as explosões. Inicialmente pensavam eles em um cometa. Tal suposição, porém, não pôde ser mantida, em vista do tamanho de nosso Sol... O diâmetro do Sol supera o da Terra por cento e nove vezes... Mesmo o maior cometa não poderia exercer influência sobre as incandescentes massas gasosas de um colossal astro solar...
Igualmente, um poderoso cometa já se acha nas “proximidades”, não sendo ainda reconhecível. Sob suas irradiações e influência, a Terra inteira estremecerá e seu aspecto modificar-se-á pela derradeira vez.
As Conseqüências Sobre a Terra
Falaremos agora da Terra.
Os inúmeros movimentos tectônicos da crosta terrestre e os muitos outros abalos sísmicos constituem “sinais” de que também no interior do planeta Terra se processa algo fora do comum! Durante os últimos tempos foram registrados 80.000 abalos sísmicos anualmente! A maioria não causou muitos danos, mas o fato em si, da Terra estar tremendo praticamente sem parar, não indica nada de bom... De qualquer forma, não indica nada de bom para os seres humanos...
Há poucos dias (estamos agora em abril de 1969), os entendidos das Nações Unidas mandaram publicar pela imprensa a notícia alarmante de que de agora em diante, a qualquer momento, poderá ocorrer um fenômeno sísmico no qual poderão perecer até um milhão de pessoas...
Apesar de todos os abalos e transformações, o fim da Terra ainda não chegou. Contudo, ela será lançada para fora de sua órbita no momento em que as alterações físicas processadas no interior do Sol se efetivarem e a força de atração diminuir...
Tão logo a atração do Sol diminua, a Terra automaticamente será afastada de sua “delimitação distancial crítica”. Com outras palavras, será lançada para fora de sua atual órbita... Os limites de distância entre os astros estão ancorados nas leis da natureza. Qualquer desvio destes põe em perigo a estabilidade dos respectivos astros, visto seu ritmo sair do equilíbrio.
Essas “delimitações distanciais críticas” necessárias foram descobertas e calculadas primeiramente pelo matemático “Roche”. São denominadas por isso de “limitações de Roche”!...
Um corpo sideral deixando os limites críticos, corre o perigo de ser dilacerado!
A Terra não será dilacerada. Será atraída pelo novo Sol, como que por um ímã, e conduzida para sua nova órbita... Será um raríssimo acontecimento natural que se tornará possível no Juízo, pelos efeitos conjuntos de muitos fatores. Quando se realizar tal ocorrência, a Terra terá se libertado do fardo de um bilhão ou mais de seres humanos... Um bilhão de pessoas a menos... só isto bastaria para lançar nosso planeta para fora de sua órbita!...
Quando a Terra deixar sua órbita antiga, reinará escuridão aqui durante vários dias... Será noite no planeta maculado pelos seres humanos... Uma longa noite cósmica!...
Indico aqui um tópico da Mensagem do Graal, dissertação “O Mundo”, Volume 1. Ali está escrito textualmente:
“A Terra está chegando agora ao ponto em que se afastará da órbita seguida até então, fenômeno este que se fará sentir fortemente também na matéria grosseira. Então se estabelecerá cada vez mais intensamente a separação entre todos os seres humanos, separação esta que já foi preparada nos últimos tempos, pronunciando-se por enquanto apenas em ‘opiniões e convicções’.
Por esta razão cada hora da existência terrena se torna mais preciosa do que nunca.”
Essas palavras da Mensagem do Graal contêm uma advertência, uma exortação, mas também... uma promessa... Ditoso aquele que for digno da graça de Deus!
No tempo vindouro, o ser humano ficará à mercê das forças da natureza, das quais não estará à altura e das quais também não poderá fugir... Somente aquelas pessoas que tenham mudado espiritualmente para melhor, poderão ser protegidas dessas forças... Para tais pessoas a graça de Deus será certa!
* Voz interior.