OS ENTES DA NATUREZA
O Livro do Juízo Final - Roselis von Sass


Os seres humanos de hoje, "altamente civilizados", estando a raça branca à frente de todas, perderam por culpa própria todo o conhecimento sobre os entes da natureza, os quais outrora criaram também em beleza paradisíaca a Terra, tendo sido carinhosos mestres, instrutores e protetores para os espíritos das criaturas humanas, durante longas épocas de desenvolvimento.

Hoje, no Juízo, é de grande importância que todos os seres humanos que desejam sobreviver espiritualmente considerem os povos enteais da natureza não apenas como "deuses da mitologia" e demais figuras lendárias, mas sim os reconheçam como realmente são, isto é, entes que no cumprimento da vontade de Deus criaram os sete Universos da Criação posterior, nos quais os espíritos humanos encontraram acolhimento carinhoso, a fim de poderem amadurecer e desenvolver-se.

Nenhuma das criaturas humanas de raciocínio, que vivem na Terra, pode supor quanto deve aos entes da natureza, atualmente exilados para o país das lendas... Entretanto, é incompreensível que os seres humanos, que se consideram tão inteligentes, não vejam a fagulha da verdade que brilha através das lendas dos deuses, embora estejam tão deformadas.

De idêntico modo, permanece incompreensível o fato de suporem que os maravilhosos mundos da natureza se tenham originado do nada, sem a cooperação de mãos ativas... Na Terra ninguém esperará que um pedaço de pão, roupas, casas e tudo o mais, necessários à vida na matéria grosseira, surjam do nada, sem a colaboração humana... Estão à disposição do ser humano os elementos básicos dos quais pode produzir tudo o que necessita para a sua manutenção... Nos reinos da natureza não é diferente. Sem a cooperação de forças enteálicas realizadoras não seria possível a vida, o movimento, não haveria o crescer, o florescer e nem o fenecer...

Quanto mais as criaturas humanas se afastaram do influxo da luz, tanto mais distantes ficaram da influência de seus amigos enteais da natureza. Tornaram-se arrogantes perante seus mestres e protetores de outrora, ultrajando de maneira vil a confiança que os enteais haviam depositado nelas.

Levou muito tempo, muito tempo mesmo para que os servos enteais de Deus compreendessem finalmente que os seres humanos, cuja supremacia espiritual sempre reconheceram alegremente, foram cedendo aos poucos de maneira inexorável à influência do arcanjo caído -- Lúcifer -- como também das legiões dos seus servos.

Finalmente, quando não puderam mais ficar alheios ante tal fato incompreensível, retiraram-se, e assim desapareceu o brilho e a alegria que os entes da natureza haviam trazido para a existência terrena dos seres humanos. Pode-se dizer que a criatura humana por duas vezes perdeu o paraíso...

O rompimento com os mundos espirituais da luz e com os entes da natureza não se realizou simultaneamente em todos os povos e nem se deu em poucos milênios! Milhões de anos passaram-se então! Um tempo enorme para o ser humano de hoje, provido de um raciocínio tão estreitamente limitado. Porém, deve-se considerar que em épocas anteriores os seres humanos viviam centenas de anos, e que todo o desenvolvimento se processava em ritmo muito mais lento do que hoje a criatura humana possa imaginar. Além disso, naquela época as encarnações terrenas não se seguiam em ritmo tão acelerado como aconteceu posteriormente. Os espíritos humanos permaneciam durante longos períodos nos mundos fino-materiais, onde o desenvolvimento igualmente prosseguia.

O afastamento da luz e a subseqüente ligação com os centros de forças negativas do reino do arcanjo caído também acarretaram conseqüências físicas. Vagarosa, mas irresistivelmente, a parte posterior do cérebro, isto é, o cerebelo, começou a atrofiar-se.

O equilíbrio, de acordo com a lei, do organismo humano, que outrora funcionava tão perfeitamente, foi perturbado de maneira tão intensa, que nas épocas posteriores as criaturas tornaram-se fisicamente menores, mais feias e atormentadas por toda a sorte de moléstias. Assim, já naquele tempo os seres humanos tinham sido tomados por uma espécie de megalomania intelectiva que hoje alcançou seu clímax.

Por causa desse atrofiamento do cérebro, a faculdade de ver, de ouvir, e a bem dizer toda a capacidade receptiva, foram também fortemente prejudicadas. Os seres humanos ficaram impossibilitados de observar os acontecimentos no plano da matéria grosseira mediana, que, como uma segunda e maior Terra, circunda estreitamente este planeta terrestre.

Em outras palavras: o ser humano, devido a tal atrofiamento, perdeu automaticamente a onda de irradiação que podemos chamar "X-4", mediante a qual podia ver e ouvir os fenômenos no ambiente grosso-material algo mais fino. Atualmente e já há muito tempo o ser humano se acha sintonizado em ondas que apenas ainda lhe transmitem impressões de matéria grosseira. E mesmo a capacidade receptiva grosso-material não é assim como devia ser. O aparelho receptivo da criatura humana, devido ao atrofiamento daquela parte do cérebro tão importante, ficou danificado de maneira irreparável, verificando-se que tal anomalia atingiu a maior parte da humanidade!

Talvez seja útil mencionarmos as conclusões a que físicos e astrônomos, isto é, cientistas absolutos chegaram, auxiliados por seus mais aperfeiçoados instrumentos de longo alcance. Por exemplo: Hartmut Bastian escreve textualmente em seu livro "Weltall und Urwelt":

"Tudo que enxergamos com os olhos é, apesar de sua entontecedora plenitude, apenas o resultado de um setor mínimo de manifestações cósmicas. As notícias que com isso nos são transmitidas do Universo devem ser portanto insuficientes! Somos entes da luz, cujo pesquisar e raciocinar recebe o seu estímulo, principalmente, do setor ínfimo de irradiações de 0,72- a 0,397 milésimos de milímetros de onda. Tudo o mais é invisível para os nossos olhos...".

Continua ainda:

"Dentro do setor dessas ínfimas dimensões, encontra-se, pois, tudo quanto de irradiações os nossos olhos conseguem ver, isto é, para nós quase todos os meios de expressão do mundo sensorialmente imaginável.".

O astrônomo Hartmut Bastian, como outros pesquisadores, tem razão ao dizer que é de todo insuficiente o que o ser humano de hoje consegue captar e observar. Mesmo os mais aperfeiçoados instrumentos não podem negar o fato de que são estabelecidos limites ao raciocínio humano.

Os pesquisadores, no entanto, não sabem que os próprios seres humanos se impuseram tais limites. Devido à decadência espiritual e, por conseguinte, ao atrofiamento de uma parte do cérebro, perderam o contato com os demais setores de ondas.

Por essa razão ficou restrita a faculdade de recepção do ser humano terreno, que capta naturalmente apenas impressões da matéria mais grosseira. Também é esse o motivo por que se considera a técnica e demais conquistas de espécie grosso-material como sendo feitos máximos da capacidade humana, louvando-as.

Quantos segredos da natureza permanecerão ocultos aos seres humanos por causa do seu afastamento da luz! Tendo perdido o contato com outras ondas, digamos de modo comparativo "microondas", perdeu-se também a ligação por intermédio da qual as criaturas humanas podiam ver e entender-se com os servos enteais de Deus.

Com raras exceções, pode-se considerar subdesenvolvida espiritualmente ou espiritualmente retardada a humanidade inteira, que se prendeu à matéria grosseira até a autodestruição. Em primeiro lugar, trata-se dos de raça branca que se intitulam cristãos. A falsa fé cristã estreitou ainda mais a capacidade de conceituação de seus adeptos, como sucedeu com outras raças e crenças. Com referência aos missionários cristãos de outrora e da atualidade não é diferente; consideram "pagãos" todos os que crêem em determinados seres da natureza…

Em outras raças há ainda alguns que têm convicção da existência dos entes da natureza... Essa crença, no entanto, está de tal forma contaminada com o medo de demônios, que a verdade original aí contida quase não é mais reconhecida. Pensam que os demônios, cujas formas pavorosas freqüentemente podem vislumbrar, sejam também seres da natureza... Certamente não presumem que tais formas de demônios foram postas no mundo pelos próprios seres humanos, sendo formas de ódio, de inveja, de vício, de inimizade, etc.

Não supõem que tais configurações medonhas nada têm a ver com os entes da natureza... Cada saber e todas as tradições estão misturadas hoje, freqüentemente, com erros e mentiras, até de modo irreconhecível...
   
 

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